Dando seqüência à exibição de filmes pelos bairros da cidade o Cine Tereré, cinema itinerante criado pela CUFA Dourados chega à Região do Canaã I com o “Curta na Capela” projeto em parceria com o Seminário Batista Ana Wollerman que levará uma vez por mês curta metragem para a comunidade da região, começa a partir das 18 horas no Seminário e será apresentado ao público o filme Ilha das Flores e a série Crianças Invisíveis.
Com um ano de atividade já foram exibidos mais de 50 filmes em praticamente todos os bairros de Dourados, a cada mês o Cine Tereré aporta numa comunidade diferente levando diversão e entretenimento a quem muitas vezes não tem, com essa atividade, muitas vezes vem os debates culturais, fazendo assim do morador, não apenas um mero espectador e sim um critico da realidade apresentada.
O Filme
Ilha das Flores é um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.
Este filme retrata a sociedade atual, tendo como enfoque seus problemas de ordem sociais, econômicas e culturais, na medida em que contrasta a força do apelo consumista, os desvios culturais retratados no desperdício, e o preço da liberdade do homem, enquanto um ser individual e responsável pela própria sobrevivência. Através da demonstração do consumo e desperdício diários de materiais (lixo), o autor aborda toda a questão da evolução social de indivíduo, em todos os sentidos. Torna evidente ainda todos os excessos decorrentes do poder exercido pelo dinheiro, numa sociedade onde a relação opressão e oprimido é alimentada pela falsa idéia de liberdade de uns, em contraposição à sobrevivência monitorada de outros.
Por Ana Ostapenko.
Preto Zezé e Karina Santiago, novos presidentes, são do Ceará e Mato Grosso, respectivamente, o que promove a descentralização do poder, uma das prerrogativas defentidas pela entidade
Por Comunicação CUFA Brasil
Fotos: Zé Rosa
A cerimônia de posse da nova presidência da CUFA Brasil realizada no elegante Teatro José Alencar, na cidade de Fortaleza (CE), no último dia 16, foi surpreendente, emocionante e carregada de símbolos. MV Bill e Nega Gizza passaram os cargos de presidência e vice-presidência, respectivamente, a dois grandes quadros da entidade: Preto Zezé, do Ceará; e Karina Santiago, de Mato Grosso. Não havia uma faixa presidencial mas, conforme a tradição, o símbolo da CUFA, o pássaro Anu, confeccionado em madeira, foi levado até os presidentes pelas mãos de representantes de cada um dos 27 estados, simbolizando a confiança em suas novas lideranças e como uma forma de direcionar boas energias à nova gestão.
Em seu discurso, a cantora Nega Gizza falou da importância do trabalho social em sua vida pessoal e também profissional: “A CUFA transformou minha vida de todas as formas possíveis. Sou a prova viva de que é possível a transformação por meio de um trabalho social sério e sobretudo profissional que possibilite visibilidade”, ressaltou Gizza, que continua à frente da Liga Internacional de Basquete de Rua. Já MV Bill relembrou as histórias do início dos trabalhos da CUFA e destacou a descentralização do poder, algo defendido e praticado pela entidade em todas as esferas, seja ela pública, privada e principalmente social.
A prefeita da cidade de Fortaleza, Luizianne Lins, foi representada pelo coordenador de articulação política da prefeitura, Waldemir Catanho, que aproveitou a oportunidade para parabenizar a nova diretoria. “É um momento único, de renovação da liderança, onde a CUFA reafirma seu caráter e potência política colocando duas pessoas de fora do eixo Rio de Janeiro e São Paulo”, observou.
O diretor de Comunicação da Rede Globo, Luiz Erlanger também participou da cerimônia de posse e garantiu a parceria entre a emissora e a CUFA. “É uma parceria que já tem, praticamente, 10 anos. E mostra como a gente escolheu uma entidade que é exemplar. Primeiro pela alternância da liderança, que é uma coisa saudável, e segundo por trazer a presidência para o Nordeste. É uma honra participar dessa solenidade, pois a CUFA é um movimento social extraordinário, e eu sou um dos maiores fãs dessa instituição", afirmou.
Emoção
Um dos momentos mais marcantes da transmissão de cargo foi a presença na plenária de dois grandes “monstros” da música brasileira: Mano Bronw e Raimundo Fagner, que foram prestigiar o evento. Eles subiram ao palco e junto com Nega Gizza e MV Bill configuraram a união musical mais desejada por um produtor aritístico-musical. Brow e Fagner cumprimentaram os empossados e o público, além de falar da importância deste novo momento na CUFA.
O evento foi digno de posse de Presidente da República, contando com a presença de toda a imprensa da cidade de Fortaleza. Os presentes participaram não de uma posse, mas sim da celebração na crença na mudança, na transformação. O momento mais importante, porém, foi a passagem do símbolo maior da CUFA: O Anu Preto. Ele passou pelas mãos de cufianos de todo o Brasil e do exterior até chegar a MV Bill que, juntamente com Gizza, o entregou a Preto Zezé e Karina Santiago.
O bonde não para...
Por Fernanda Quevedo
Encontro Nacional da CUFA 2009 em Porto Alegre - RS
MV Bill e Nega Gizza são fundadores da CUFA - Central Única das Favelas - e agora passam a presidência e vice-presidência, respectivamente, para duas importantes figuras da instituição: Preto Zezé (CUFA-CE) e Karina Santiago (CUFA-MT), um fato histórico que acontecerá no dia 16/02 no Teatro José Alencar, em Fortaleza, Ceará.
Para este momento, alguns dos grandes parceiros da instituição já confirmaram presença, como é o caso de Luiz Horta Barbosa Erlanger, Diretor de Comunicação da TV Globo; Alexandre Padilha, Ministro da Saúde; Roberto Marinho, um dos diretores da Senaes (Secretaria Nacional da Economia Solidária), Ivana Bentes, diretora da Faculdade de Comunicação da UFRJ e Pablo Capilé, Articulador Nacional do Circuito Fora do Eixo.
São vários pontos em comum de todas estas pessoas entre que “passam a faixa” e os novos gestores da CUFA. Mv Bill e Preto Zezé começaram muito cedo a desenvolver importantes ações sociais pelo viés do Hip Hop. Ambos foram músicos e hoje são, além de ativistas, produtores culturais, escritores e documentaristas.
Preto Zezé
Já Nega Gizza e Karina Santiago são propulsoras de um movimento de mulheres dentro da instituição, que provocou a realização de dezenas de ações voltadas às mulheres do país, sempre conectando essas atividades com o esporte, a cultura, a moda e a política social.
Em comum, estas quatro pessoas têm a negritude, o amor pelo trabalho social, a origem periférica e carregam no peito o sentimento CUFA, cuja principal expressão é o trabalho social, a democratização do conhecimento e do poder. Tudo isso, feito com uma metodologia que está fora dos padrões acadêmicos: “Fazendo do Nosso Jeito!”
Preto Zezé é coordenador da base no Ceará e também articulador nacional de projetos e ações políticas da instituição. É responsável pelas primeiras ações da CUFA no âmbito da saúde pública, provocando e estimulando o debate acerca do crack, droga que têm devastado milhares de jovens em todo país, com o livro e documentário: Selva de Pedra - “A Fortaleza noiada”.
Karina Santiago
Ele é também um dos principais formadores de opinião e direcionador de ações no que se refere ao Hip Hop, esse concebido dentro da instituição como a principal ferramenta cultural, social e política, para o desenvolvimento humano das pessoas das favelas brasileiras, em especial jovens habitantes deste espaço.
Karina Santiago é coordenadora da CUFA Cuiabá, capital de Mato Grosso, e esteve presente na criação de um dos núcleos políticos e estratégicos de maior força da instituição: Núcleo de Mulheres Maria Maria. Karina delineou as diretrizes de trabalho do núcleo, onde definiu: “Maria Maria é um movimento de mulheres da CUFA, negras ou não, cujo objetivo é construir um projeto político e democrático dentro da instituição, contribuindo na organização do discurso, sobretudo das jovens das periferias, para que estas possam se estimular e participar do processo político de decisão e de ocupação de espaço”.
Para Preto Zezé a posse é o símbolo de uma revolução permanente que é expressa pelas ações de todo o coletivo. “Se hoje existisse uma metodologia de análise de indicadores de evolução, seria a CUFA, seriam as nossas vidas e os níveis de evolução. Falando de mim, basta medir na área pessoal, individual, econômica, social, políticas e de relacionamento. A CUFA não se alimenta da tragédia de nossa gente, ela se alimenta e se faz referencia pelo sucesso de nossas buscas, e elas são individuais, ao mesmo tempo coletivas, na medida em que nossas lideranças e nossos quadros vão sendo formadas e replicando possibilidades reais de revolução no seu cotidiano e nas suas comunidades”, afirma Zezé.
Encontro Nacional da CUFA 2008 em Brasília
Para Karina Santiago, a posse significa, sobretudo a descentralização de poder, uma forte marca da CUFA, e também o reconhecimento da força política das ações realizadas em espaços considerados “fora do eixo”, como o Centro Oeste e o Nordeste.
“A CUFA começou, a mais de dez anos trás com as ações do Celso Athayde no Rio de Janeiro, região onde tudo o que acontece é visto por todo o país. Agora, neste momento em que o Bill e a Gizza democratizam as missões, sinaliza o reconhecimento do potencial da diversidade brasileira, já que todas as ações são pautadas na experiência de cada um, vivida em suas regiões. È também um marco que possibilita a descentralização de investimentos em ações sociais no Centro Oeste e no Nordeste”, afirma a vice –presidenta a ser empossada.
CUFA- BRASIL - CUIABA - MT
FERNANDA QUEVEDO – Favela Comunicação
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http://www.cufa.org.br/ / www.cufa.org.br/matogrosso
Por Fernanda Quevedo
MV Bill e Nega Gizza são fundadores da CUFA - Central Única das Favelas - e agora passam a presidência e vice-presidência, respectivamente, para duas importantes figuras da instituição: Preto Zezé (CUFA-CE) e Karina Santiago (CUFA-MT), um fato histórico que acontecerá no dia 16/02 no Teatro José Alencar, em Fortaleza, Ceará.
Para este momento, alguns dos grandes parceiros da instituição já confirmaram presença, como é o caso de Luiz Horta Barbosa Erlanger, Diretor de Comunicação da TV Globo; Alexandre Padilha, Ministro da Saúde; Roberto Marinho, um dos diretores da Senaes (Secretaria Nacional da Economia Solidária), Ivana Bentes, diretora da Faculdade de Comunicação da UFRJ e Pablo Capilé, Articulador Nacional do Circuito Fora do Eixo.
São vários pontos em comum de todas estas pessoas entre que “passam a faixa” e os novos gestores da CUFA. Mv Bill e Preto Zezé começaram muito cedo a desenvolver importantes ações sociais pelo viés do Hip Hop. Ambos foram músicos e hoje são, além de ativistas, produtores culturais, escritores e documentaristas.
Já Nega Gizza e Karina Santiago são propulsoras de um movimento de mulheres dentro da instituição, que provocou a realização de dezenas de ações voltadas às mulheres do país, sempre conectando essas atividades com o esporte, a cultura, a moda e a política social.
Em comum, estas quatro pessoas têm a negritude, o amor pelo trabalho social, a origem periférica e carregam no peito o sentimento CUFA, cuja principal expressão é o trabalho social, a democratização do conhecimento e do poder. Tudo isso, feito com uma metodologia que está fora dos padrões acadêmicos: “Fazendo do Nosso Jeito!”
Preto Zezé é coordenador da base no Ceará e também articulador nacional de projetos e ações políticas da instituição. É responsável pelas primeiras ações da CUFA no âmbito da saúde pública, provocando e estimulando o debate acerca do crack, droga que têm devastado milhares de jovens em todo país, com o livro e documentário: Selva de Pedra - “A Fortaleza noiada”.
Ele é também um dos principais formadores de opinião e direcionador de ações no que se refere ao Hip Hop, esse concebido dentro da instituição como a principal ferramenta cultural, social e política, para o desenvolvimento humano das pessoas das favelas brasileiras, em especial jovens habitantes deste espaço.
Karina Santiago é coordenadora da CUFA Cuiabá, capital de Mato Grosso, e esteve presente na criação de um dos núcleos políticos e estratégicos de maior força da instituição: Núcleo de Mulheres Maria Maria. Karina delineou as diretrizes de trabalho do núcleo, onde definiu: “Maria Maria é um movimento de mulheres da CUFA, negras ou não, cujo objetivo é construir um projeto político e democrático dentro da instituição, contribuindo na organização do discurso, sobretudo das jovens das periferias, para que estas possam se estimular e participar do processo político de decisão e de ocupação de espaço”.
Para Preto Zezé a posse é o símbolo de uma revolução permanente que é expressa pelas ações de todo o coletivo. “Se hoje existisse uma metodologia de análise de indicadores de evolução, seria a CUFA, seriam as nossas vidas e os níveis de evolução. Falando de mim, basta medir na área pessoal, individual, econômica, social, políticas e de relacionamento. A CUFA não se alimenta da tragédia de nossa gente, ela se alimenta e se faz referencia pelo sucesso de nossas buscas, e elas são individuais, ao mesmo tempo coletivas, na medida em que nossas lideranças e nossos quadros vão sendo formadas e replicando possibilidades reais de revolução no seu cotidiano e nas suas comunidades”, afirma Zezé.
Para Karina Santiago, a posse significa, sobretudo a descentralização de poder, uma forte marca da CUFA, e também o reconhecimento da força política das ações realizadas em espaços considerados “fora do eixo”, como o Centro Oeste e o Nordeste.
“A CUFA começou, a mais de dez anos trás com as ações do Celso Athayde no Rio de Janeiro, região onde tudo o que acontece é visto por todo o país. Agora, neste momento em que o Bill e a Gizza democratizam as missões, sinaliza o reconhecimento do potencial da diversidade brasileira, já que todas as ações são pautadas na experiência de cada um, vivida em suas regiões. È também um marco que possibilita a descentralização de investimentos em ações sociais no Centro Oeste e no Nordeste”, afirma a vice –presidenta a ser empossada.
Por Betth Acosta Aguiar.
A sexualidade constantemente é vista somente como referência ao ato sexual, porém além do ato sexual, ela inclui sentimentos, desejos, interpretações, comportamentos, linguagens, crenças, identidades. Ela é uma construção social, histórica e cultural.
De acordo a Cartilha Direitos Humanos LGBT, a homossexualidade é um fenômeno que sempre existiu observado em toda parte e presente desde a origem da história humana, assumindo aspectos variados em cada cultura e período histórico da humanidade. Em algumas culturas, assumindo um atributo divino ou um dever social, em outras, a indiferença ou a simples tolerância e, por fim, o repudio e a criminalização.
O desejo pelo/a outro/a, a esse desejo academicamente utiliza-se o termo de orientação sexual e afetiva.
É inexistente uma explicação, ainda que cientificamente para homossexualidade ou heterossexualidade, são duas orientações resultantes de diversos fatores sociais, culturais e psicológicos, ou seja, não é opção, distúrbio, doença e não podemos mudar a orientação sexual das pessoas.
O preconceito é gerado pela desinformação, isto é, a falta de informação ou ignorância em relação a determinado tema. Voltando a Cartilha dos Direitos /humanos LGBT, sim uma sopa de letrinhas, ao qual, muitas vezes não se sabe o significado, mas que demonstra a diversidade humana e reconhecer essas possibilidades estaremos contribuindo com uma sociedade justa, diversa, igualitária e livre: o significado para LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais. A Cartilha foi elaborada trazendo justamente a informação e abrindo um leque para a discussão pública sobre a diversidade sexual e identidade de gênero entre outras.
Ao discutirmos a homossexualidade, deve-se manter em mente o fato de que os/as homossexuais, tal como outros grupos, ainda são alvos de muita discriminação. Sendo que, esta discriminação geralmente começa no próprio lar, estende-se a escola e, subseqüentemente ao trabalho.
Percebe-se que a educação familiar é uma das que mais contribui para a produção e a reprodução desse preconceito direcionado a homossexualidade. Os pais e demais membros adultos da família, de forma consciente e/ou inconscientemente, adotam estratégias que visam reforçar o padrão sexual instituído e legitimado, a heterossexualidade, uma espécie de cuidado para evitar a “queda no homossexualismo”, ou seja, evitar que seus filhos sejam “gays” e suas filhas sejam “lésbicas”, e assim desde cedo começa uma vigilância que tem tornado crianças e jovens objeto de controle dos adultos, há casos até mesmo em que são encaminhados para psicólogos e psiquiatras, com esperança de evitar em problema, ou ainda em casos mais extremos uma mancha, uma vergonha na família.
O principio da educação que se orienta pela idéia de evitar a homossexualidade na família traduz o mais amplo preconceito social existente na nossa sociedade, o preconceito contra homossexuais e contra a homossexualidade.
Ao assumir a homossexualidade pessoas são marginalizadas e segregadas do meio social em que vivem, pois a família não aceita a orientação sexual do/a filho/a, em vez de apoiar, ajudar e procurar compreender dialogando com o/a filho/a, pois a aceitação por parte da família evita que ele/a sejam “jogados/as” aos cuidados da sociedade, a família garantiria assim a própria integridade física, emocional e sexual, sendo um suporte para evitar sofrimentos maiores.
O/a jovem enfrenta a maior dificuldade que á a auto-aceitação da sua orientação sexual, normalmente ele/a cresce com muito medo de que seu “segredo” seja descoberto, sentem-se angustiados/as por não saberem exatamente o motivo da sua “diferença” e culpado/a por sentir desejos considerados “não naturais”. Além disso, costumam sofrer abusos verbais e emocionais por parte de entes queridos e pelos colegas.
Portanto o preconceito leva a discriminação, a marginalização e a violência, faz-se necessário as famílias uma profunda reflexão sobre os conceitos e expressões utilizadas pra não incitar tais sentimentos preconceituosos e discriminatórios no decorrer da educação das crianças, pois toda e qualquer mudança de pensamento presente e futura dependem unicamente na forma como educamos as crianças, sendo assim, a falta de conhecimento leva a atitudes de repulsa face as relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo.
Precisamos lutar sempre em favor das vidas, dos sentimentos, da essência de cada homossexual, sendo eles/as nossos/as filhos/as ou não.